Chip da Science Corporation que restaura a visão recebe aprovação na UE

A Science Corporation obteve aprovação para comercializar um dispositivo inovador que restaura a visão em pacientes com degeneração macular relacionada à idade.

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Chip da Science Corporation que restaura a visão recebe aprovação na UE

A Science Corporation, uma startup dedicada ao desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina (BCI), conquistou a aprovação do regulador de dispositivos médicos da Europa para iniciar a comercialização de um dispositivo que promete restaurar a visão perdida devido à degeneração macular relacionada à idade.

O dispositivo, denominado PRIMA, também recebeu uma designação da FDA, que representa o primeiro passo para uma revisão regulatória acelerada nos Estados Unidos, podendo ser utilizado para tratar duas formas raras de cegueira. Essa aprovação é um marco significativo para a empresa e para a inovação na área de saúde.

A degeneração macular relacionada à idade afeta milhões de pessoas em todo o mundo, comprometendo as células sensíveis à luz na parte posterior dos olhos e dificultando atividades cotidianas, como ler e reconhecer rostos. O PRIMA oferece uma solução inovadora para esses pacientes, permitindo que eles recuperem parte de sua visão funcional.

O uso do dispositivo envolve um procedimento ambulatorial de aproximadamente uma hora, no qual um pequeno chip é implantado na parte de trás do olho do paciente. Após o procedimento, os pacientes utilizam óculos equipados com câmeras que transmitem uma visão do mundo para o chip implantado. Max Hodak, fundador e CEO da Science Corp., afirma que o produto proporciona visão funcional a pessoas que a perderam.

Hodak compartilhou histórias inspiradoras de pacientes que conseguiram retomar atividades significativas, como a leitura de um romance de 300 páginas e a criação de desenhos, demonstrando o impacto positivo do PRIMA na vida dessas pessoas. Essas narrativas ressaltam a importância do dispositivo e seu potencial para transformar vidas.

A Science Corporation, cofundada por Hodak, que anteriormente foi presidente da Neuralink, tem como objetivo desenvolver uma BCI inovadora baseada em uma combinação de chips de silício e células vivas. No entanto, antes de avançar para tecnologias mais complexas, a empresa precisava estabelecer processos sólidos e um modelo de negócios sustentável.

Hodak enfatiza que o setor precisa de empresas que gerem receitas significativas, como $100 milhões por ano, para evitar um possível “inverno” na área de BCI. A sustentabilidade financeira é vista como crucial para o desenvolvimento de tecnologias de longo prazo.

Após explorar diversas abordagens, a Science Corp. decidiu adquirir a Pixium, uma empresa francesa que desenvolveu a tecnologia PRIMA, em 2024. Essa aquisição permitiu que a Science Corp. utilizasse sua plataforma interna para documentar e evoluir o produto, preparando-o para a aprovação regulatória e comercialização.

O custo de cada dispositivo PRIMA deve ficar na faixa de centenas de milhares de dólares. A Science Corp. e seus parceiros médicos na Europa estão atualmente em negociações com prestadores de serviços de saúde sobre reembolso, um passo essencial para a viabilidade do produto no mercado.

A empresa está se preparando para oferecer o PRIMA na Alemanha, onde os ensaios clínicos foram realizados, e espera que o primeiro procedimento ocorra em setembro. Essa expansão representa uma oportunidade significativa para a Science Corp. e para os pacientes que aguardam por soluções inovadoras.

Além disso, a Science Corp. planeja aprimorar as capacidades visuais do PRIMA com um novo chip e está trabalhando na forma dos óculos, que atualmente requerem uma bateria externa para operar. O objetivo é desenvolver um produto que se assemelhe aos óculos de realidade aumentada da Meta, embora os requisitos de energia e computação do PRIMA sejam mais exigentes.

A empresa também colabora com o Dr. Murat Günel, chefe do Departamento de Neurocirurgia da Yale Medical School, para desenvolver procedimentos para ensaios clínicos de um sensor cerebral bio-híbrido implantado diretamente. Essa pesquisa pode abrir novas fronteiras na interface entre tecnologia e biologia.

Hodak destaca que a introdução do PRIMA no mercado é a prioridade máxima da empresa, pois o sucesso nesse segmento é fundamental para financiar outras inovações, como o desenvolvimento de sensores bio-híbridos. Essa estratégia reflete uma visão de longo prazo que busca equilibrar inovação e sustentabilidade financeira.

A aprovação do PRIMA na Europa e o progresso em direção à aprovação nos EUA sinalizam um avanço significativo na interseção entre tecnologia e saúde. A capacidade de restaurar a visão em pacientes com condições anteriormente consideradas irreversíveis representa um passo importante para a medicina moderna.

Para os tomadores de decisão e investidores, o desenvolvimento do PRIMA oferece uma visão clara das oportunidades emergentes no setor de saúde digital. A combinação de tecnologia avançada com um modelo de negócios sustentável pode ser um indicativo de um futuro promissor para a Science Corp. e para a indústria de BCI como um todo.

Em um cenário global onde a inovação tecnológica é cada vez mais valorizada, a Science Corporation se posiciona como um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para resolver problemas complexos de saúde. O PRIMA não é apenas um produto; é uma promessa de um futuro onde a visão pode ser restaurada e vidas transformadas.

A principal lição a ser extraída dessa história é a importância de unir inovação tecnológica com um modelo de negócios viável. O sucesso do PRIMA pode inspirar outras startups a seguir um caminho semelhante, focando em soluções que não apenas atendam a necessidades de saúde, mas que também sejam financeiramente sustentáveis.

Em conclusão, a aprovação do chip PRIMA pela Science Corporation não apenas representa um avanço na tecnologia de saúde, mas também destaca a necessidade de um equilíbrio entre inovação e sustentabilidade no desenvolvimento de soluções que impactam a vida das pessoas.

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