Home / Artigos / Empresas Brasileiras Aumentam Confiança no Retorno sobre Investimento em Agentes de IA
Inteligência Artificial
Empresas Brasileiras Aumentam Confiança no Retorno sobre Investimento em Agentes de IA
Uma pesquisa da SAP revela que empresas brasileiras projetam um retorno de 15% sobre investimentos em agentes de IA até 2028, indicando um aumento significativo na confiança em tecnologia.
Redação Agentrix • • 3 min de leitura
Compartilhe este conteúdo
Uma pesquisa recente realizada pela SAP, em parceria com a Oxford Economics, revela que as empresas brasileiras estão cada vez mais confiantes em relação ao retorno sobre investimento (ROI) em agentes de inteligência artificial (IA). Até 2028, as organizações locais projetam um retorno médio de 15%, o que representa um aumento significativo em comparação com as expectativas do ano anterior.
Os dados do estudo, intitulado "The Value of AI: Brazil 2026", foram coletados a partir de entrevistas com 200 líderes de negócios no Brasil. A pesquisa aponta que as empresas devem investir, em média, US$ 20,8 milhões em IA neste ano, um crescimento em relação aos US$ 14,2 milhões do levantamento anterior. Essa tendência de aumento no investimento reflete uma confiança crescente na capacidade da IA de gerar valor real para os negócios.
O ROI médio em IA subiu de 16% para 19% em um ano, com um retorno estimado de US$ 5,5 milhões. Rui Botelho, CEO da SAP Brasil, destaca que essa evolução é um sinal de que as empresas estão saindo da fase de testes e começando a escalar aplicações de IA de forma mais integrada ao contexto de seus negócios.
A pesquisa também revela que 77% das empresas acreditam que os agentes de IA têm um potencial moderado a alto para transformar suas operações. Além disso, 55% já realizaram pilotos com essa tecnologia, indicando um avanço na adoção de soluções baseadas em IA.
Apesar do otimismo, 64% das empresas expressam satisfação com o ROI em IA, mas 65% não estão convencidas de que suas implementações estão aproveitando todo o potencial da tecnologia. Apenas 3% afirmam estar totalmente preparadas para implementar e escalar agentes de IA, o que sugere que ainda há um longo caminho a percorrer.
Os desafios enfrentados pelas empresas que já utilizam agentes de IA são significativos. Entre os principais obstáculos estão a dificuldade de integração (61%), problemas de confiabilidade (54%) e resultados inconsistentes (45%). Esses desafios indicam que, embora a tecnologia tenha avançado, a sua implementação ainda requer atenção cuidadosa e estratégias bem definidas.
Atualmente, 26% das tarefas nas empresas brasileiras são apoiadas por IA, e esse número deve aumentar para 44% nos próximos dois anos. No entanto, a falta de comunicação entre os processos ainda é uma barreira a ser superada. A pesquisa aponta que apenas 18% das empresas adotam uma abordagem estratégica e integrada para a implementação de IA, um aumento em relação aos 6% do ano anterior.
A qualidade dos dados e a capacitação das equipes são fatores críticos que limitam a adoção de IA. A pesquisa revela que 75% das organizações citam a qualidade ou disponibilidade dos dados como um impedimento para um maior retorno. Além disso, 65% apontam a falta de habilidades especializadas como um desafio significativo.
Outro ponto importante é a prontidão dos dados, que caiu de 68% para 56% em relação ao ano anterior. Isso sugere que, embora as empresas estejam reconhecendo a importância da IA, elas ainda enfrentam dificuldades em preparar seus dados para uma implementação eficaz.
Botelho observa que os números refletem um maior entendimento das empresas sobre seu estágio atual e como operar a tecnologia. Ele enfatiza que gerar valor com IA exige uma nova abordagem que conecte agentes, dados, processos e pessoas em uma lógica operacional coesa.
Além disso, 80% das empresas relataram ter enfrentado problemas com saídas de baixa qualidade geradas por IA, o que resulta em retrabalho e atrasos. A prática de utilizar ferramentas de IA não aprovadas, conhecida como shadow AI, também é uma preocupação, com 82% das empresas afirmando que colaboradores utilizam essas ferramentas sem supervisão formal.
Os impactos negativos dessa prática incluem resultados inconsistentes, vazamentos de dados e violações de compliance. Isso destaca a necessidade de uma governança mais rigorosa e de processos claros para a utilização de IA nas empresas.
A pesquisa também revela que 77% das empresas não estão convencidas de que seus programas de capacitação estão acompanhando a evolução das ferramentas de IA. Apenas 12% afirmam que suas habilidades estão totalmente prontas para governar a IA, e 15% acreditam que seus processos estão adequados para isso.
Com 35% das empresas sem processos de human-in-the-loop e 29% sem controles de permissão adequados, a governança da IA ainda é uma área que requer atenção. A falta de clareza sobre a implementação de agentes de IA em relação à padronização e governança é uma preocupação para muitas organizações.
Para a SAP, o avanço dos agentes de IA exige uma abordagem que conecte todos os elementos envolvidos, desde dados até processos e pessoas. Não basta aplicar IA de forma isolada; é necessário um contexto que oriente as decisões e uma governança que permita a operação em escala.
Em conclusão, a pesquisa da SAP destaca um cenário promissor para a adoção de agentes de IA no Brasil, com um aumento significativo na confiança das empresas em relação ao retorno sobre investimento. No entanto, os desafios permanecem, e as organizações devem adotar uma abordagem estratégica e integrada para maximizar o potencial da IA em suas operações.
Vale espalhar
Gostou deste conteúdo? Compartilhe com a sua rede.
Um toque abre as opções. Você continua nesta página.