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Poolin, uma vez a maior pool de mineração de Bitcoin do mundo, solicita proteção sob o Capítulo 11 para vender ativos no Texas
A Poolin, que já foi a maior pool de mineração de Bitcoin do mundo, entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11, buscando vender seus ativos no Texas após anos de dificuldades financeiras.
Redação Agentrix • • 3 min de leitura
A Poolin, que outrora se destacou como a maior pool de mineração de Bitcoin do mundo, apresentou um pedido de falência sob o Capítulo 11 no dia 22 de julho, juntamente com duas afiliadas nos Estados Unidos. O objetivo da empresa é vender seus ativos de mineração localizados no Texas e encerrar suas operações, conforme revelado em documentos judiciais analisados pela TheEnergyMag.
Fundada em 2017 na China, a Poolin rapidamente se tornou uma referência no setor de mineração de criptomoedas, alcançando o status de maior pool de mineração até setembro de 2019. No entanto, a trajetória da empresa foi marcada por desafios significativos, especialmente após a proibição da mineração de Bitcoin na China em 2021 e a subsequente queda dos preços das criptomoedas em 2022.
O pedido de falência da Poolin revela uma situação financeira crítica, com a empresa listando entre 10. 001 e 25.
000 credores, ativos que variam de 1 a 10 milhões de dólares e passivos que podem chegar a 500 milhões de dólares. A declaração do diretor de reestruturação, Michael DuFrayne, indica que as obrigações pré-falência da empresa somam cerca de 173,1 milhões de dólares, dos quais aproximadamente 163,7 milhões correspondem a IOUs não garantidos emitidos para clientes da Poolin Wallet, após a suspensão dos saques durante a crise do mercado de criptomoedas.
A falência foi estruturada para facilitar a venda supervisionada pelo tribunal, ao invés de buscar uma reestruturação das operações da Poolin. As afiliadas da empresa, Lonestar Dream Inc. e Lonestar Taproot LLC, interromperam as atividades de mineração e hospedagem em seus locais no Texas, mantendo apenas uma equipe reduzida para garantir a segurança das propriedades.
Para a venda dos ativos, a Poolin já alinhou a Thor CALAP LLC como um licitante inicial, que apresentou uma oferta de 15 milhões de dólares pela propriedade de Pyote e 37 milhões de dólares pelos direitos de energia e equipamentos de Tarbush, totalizando uma proposta de 52 milhões de dólares. Essa oferta está sujeita a propostas superiores e à aprovação do tribunal, após um processo de marketing que envolveu mais de 335 potenciais compradores.
A Poolin Wallet, um dos produtos da empresa, permitia que os usuários tomassem empréstimos em stablecoin USDT utilizando criptomoedas como colateral. Contudo, a suspensão dos saques em setembro de 2022 deixou cerca de 11.700 clientes com saldos acima de 100 dólares sem acesso aos seus fundos, resultando na emissão de tokens IOU. A situação se agravou quando a Antalpha Technologies liquidou o colateral subjacente em novembro de 2022, quando a dívida havia crescido para cerca de 260 milhões de dólares.
Além dos problemas relacionados à Poolin Wallet, a expansão da empresa no Texas enfrentou dificuldades. A Poolin esperava receber até 600 megawatts de alocação de energia da Texas-New Mexico Power, mas inicialmente recebeu apenas 100 MW, levando a empresa a fazer pedidos excessivos de equipamentos de mineração, que posteriormente foram vendidos a um prejuízo significativo.
A proposta de venda do negócio no Texas para a China Green Agriculture, anunciada em dezembro de 2023, nunca se concretizou, e os devedores agora esperam que o leilão atual possa proporcionar alguma distribuição para os credores não garantidos, incluindo os clientes da Poolin Wallet que aguardam há quase quatro anos.
A situação da Poolin reflete as dificuldades enfrentadas por muitas empresas no setor de mineração de criptomoedas, que têm lutado para se adaptar a um ambiente de mercado em rápida mudança e a regulamentações cada vez mais rigorosas. A falência da Poolin pode servir como um alerta para outros players do setor, destacando a importância de uma gestão financeira sólida e de uma estratégia de negócios adaptável.
Os impactos dessa falência podem ser sentidos em todo o ecossistema de criptomoedas, especialmente entre os investidores e clientes que confiaram na Poolin para gerenciar seus ativos digitais. A confiança no setor pode ser abalada, levando a uma maior cautela por parte dos investidores e a um escrutínio mais rigoroso das operações das pools de mineração.
Para os executivos e investidores, a situação da Poolin enfatiza a necessidade de vigilância constante sobre a saúde financeira das empresas no setor de criptomoedas. A capacidade de adaptação a mudanças no mercado e a gestão de riscos associados a investimentos em criptomoedas são cruciais para a sobrevivência e o sucesso a longo prazo.
Além disso, a falência da Poolin pode abrir oportunidades para novos entrantes no mercado, que podem adquirir ativos a preços reduzidos e potencialmente revitalizar operações de mineração no Texas. A competição pode se intensificar à medida que novos players buscam preencher o vazio deixado pela Poolin.
Em um contexto mais amplo, a falência da Poolin destaca as fragilidades do mercado de criptomoedas e a necessidade de uma infraestrutura robusta e regulamentações claras para garantir a estabilidade do setor. A evolução contínua das tecnologias de blockchain e a crescente adoção de criptomoedas exigem que as empresas se adaptem rapidamente às mudanças e incertezas do mercado.
Em resumo, a Poolin, uma vez líder no setor de mineração de Bitcoin, agora enfrenta um futuro incerto após sua falência. A situação serve como um lembrete da volatilidade do mercado de criptomoedas e da importância de uma gestão financeira prudente. A leitura atenta dos sinais do mercado e a adaptação às novas realidades serão essenciais para os players que desejam prosperar nesse ambiente desafiador.